domingo, 1 de fevereiro de 2009

Mudança de Planos...

Permitir-se mudar o caminho no último segundo pode garantir bons momentos. Hoje saí de casa para fazer uma coisa, mas acabei fazendo outra totalmente diferente. Essa sensação de sair sem ter que seguir o roteiro, sem fazer o pré-determinado, muito me agrada.

Poderia apenas ter ido cortar o cabelo, uma parada totalmente motora e sem graça (para os homens!). Cortar para não ficar feio, mas ficar ali sentado enquanto o profissional trabalha não é a coisa mais desejada em um sábado à tarde.

Assim, dessa vez a oportunidade não fez o ladrão, o que ela fez foi uma tarde muito agradável!

Lembro que ainda molequinho ia sempre com meus primos, tios, pai e irmão aos jogos. A família é toda vascaína. O único primo que era “do contra”, tendo o pior gosto possível (torcia aquele time do vermelho e preto) não resistiu a toda a família se divertindo em muitas tardes de sábados e domingos no São Januário e no Maraca e acabou optando pelo melhor. (Graças a Deus! Rs.).

Mas a gente vai crescendo, adquirindo um montão de responsabilidades, andando em outras tribos e quando vê coisas que você adorava fazer não faz mais. É aí que entra a segunda dica. A primeira é fazer como eu fiz, mudar de idéia aos 47 do segundo tempo e fazer o que realmente te daria prazer em fazer. A próxima dica (porque conselho é uma palavra que assusta) é não esperar pelos outros para realizar o que você quer fazer.

Há tempos venho chamando meu pai, irmão, amigos, primos, enfim, um monte de pessoas para ir ao jogo, mas acabamos sempre ficando naquele “vamos marcar...” e a coisa não anda. Então chega um momento que você tem que falar: “Ah, não quer, problema, eu vou sozinho então!” (RS...) Fiz isso hoje e tive uma bela tarde fazendo o que eu desejava.

Foi muito show retornar ao estádio do meu time. Quando eu estava no 2º grau, era para lá que eu ia quando não estava a fim de assistir aula (sim, já matei muita aula, embora pareça nerd). Mas naquela época eu torcia para “O VASCO”. O time de hoje nem de longe lembra o que já foi. Mas como sou pé-quente, sai do estádio com um 3x1 satisfatório.

Se bem que o resultado pouco me importava. O estimulante era participar daquela festa. Fica evidente o amor que aquela rapaziada sente não é pelo time, mas pela instituição, pelo nome Vasco da Gama. Pode colocar um time de pelada, pode até disputar a 3ª divisão que “na alegria ou na dor o sentimento não pára.” Realmente senti isso. É de arrepiar estar naquela galera gritando seu amor pelo Vascão.

Tentei aproveitar tanto aquele momento que comprei camisa, fiquei na concentração da torcida e só fui embora quando o estádio já estava quase vazio. Era numerosa a molecada levada ao estádio com seus pais. Muitas meninas, muitas crianças... Foi super-tranqüilo ir e vir. Não deveria! Mas é óbvio que somente foi assim por ser jogo contra time pequeno. Se fosse clássico o clima seria totalmente diferente. As pessoas que hoje somente estavam preocupadas em fazer a festa certamente estariam tentando levar a sério a guerra das torcidas.

Mas violência nos estádios é outro assunto. Vou me ater a falar da maravilha de torcida e no momento bacana que é estar no São Januário e ver o meu Vascão jogar. Foi uma excelente tarde no meu caldeirão!

Um comentário:

J. C. David disse...

opa !! obrigado pelo comentário em meu blog, espero que tenha gostado...e parabéns pelo seu blog..

um abraço !!